O que é para mim ser mulher?

O que é para mim ser mulher?

O que é para mim ser mulher? Bem, podia estar aqui a escrever, a divagar sobre essa questão durante horas… mas vou focar-me apenas em alguns aspectos.

08 de Março de 2021

O que é para mim ser mulher?
Nasci dez anos antes do 25 de Abril de 1974, filha única de pais tolerantes, tendo em conta os cânones da época, mas bastante conservadores sobretudo no que dizia respeito ao papel tradicional feminino; uma menina não pode brincar na rua, uma menina não diz palavrões, uma menina tem que ser recatada e não olhar as pessoas (principalmente as do sexo oposto) nos olhos, etc.… Não é difícil prever as proporções que tudo isto toma quando se chega à adolescência, no pós-25 de Abril e os ecos das novas liberdades e conquistas a soar por todo o lado. Misturado com a descoberta do próprio corpo e a sua (ainda) falta de jeito para lidar com essa nova realidade então, é explosivo. Durante todo esse tempo fui bombardeada com comentários pejorativos, tanto da parte de colegas de escola como da própria família, e alvo de perseguições e piropos por parte de estranhos. Foram tempos muito complicados, ainda mais quando se está sempre a ouvir dizer que se a mulher é perseguida é culpa dela, porque foi ela que provocou.

Apesar de tudo o que foi feito, esta mentalidade ainda prevalece, infelizmente. A sociedade sabe ser muito cruel, e isso vê-se tanto nos homens como nas próprias mulheres.

A minha luta passa por essa afirmação do corpo, e não podemos dissociar a matéria do espírito, porque um não funciona sem outro. Desiluda-se quem pensa desta forma. Passei por todo esse processo de libertação de velhas ideias e velhos traumas para a aceitação do corpo de uma mulher de cinquenta e tantos anos, do excesso de peso, da celulite, dos cabelos brancos, dos “pneus” na cintura… hoje, olho para o espelho e gosto do que vejo.

É impossível negar o contributo que o naturismo me trouxe nessa aceitação. Aos poucos e poucos, primeiro um pouco receosa, mas quando uma pessoa se habitua já não se volta atrás. Claro que não é fácil ser-se mulher naturista neste país, ainda mais quando muitas vezes se está só. Basta ver as movimentações à nossa volta, em contexto de praia: Creio que esse medo ainda impede muitas mulheres de experimentar o naturismo. A mulher naturista ainda não é bem vista por certos sectores mais tradicionais da nossa sociedade e é obvio que uma mulher livre incomoda muita gente.

Converso muitas vezes com alunas minhas, adolescentes que igualmente se queixam de ser perseguidas e alvo de comentários indecorosos por parte de certa população masculina. Afinal, pouco ou nada parece ter mudado. Mas elas sabem que o caminho passa por educar as pessoas e nunca desistir.

Rita Evangelista

(Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico)

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